Prefácio

Ao se contar uma história, por mais rica e plena que seja tal visão, queremos que todos os fatos e eventos sejam ditos e comentados, detalhados e expostos para nossos ouvintes. Porém, por mais objetivos que sejamos na hora de contá-la, pressupõe-se que um lado dela será apagado ou até omisso. Porque, mesmo que contemos tudo, esse tudo não é possível de ser dito.
Mesmo assim, os autores do livro “Damas do Império”, organizado por Eber Josué, dão voz, através da literatura e da imaginação, às personagens femininas e a suas histórias não contatas. Sendo fictícias ou não, cada uma dessas histórias do período monárquico brasileiro, mostrará para você, leitor, grandes mulheres que mesmo tendo que viver a sombra de homens, ou de eventos, não deixaram de demonstrar sua grandeza e importância para a época ou simplesmente para as pessoas ao seu redor.
Por isso, cabe a vocês, leitores, perceberem as sutilezas e delicadezas presentes nestas narrativas ficcionais. Por detrás de todos os preceitos sociais do Império Brasileiro, o que dá as mulheres descritas nesta obra, à honra de ter o título de Damas do Império? Sua habilidade de amar, além dos seus limites? Seu poder como princesas ou membros da alta classe? Sua força de fazer o necessário para si e para os demais? Ou, simplesmente, o fato de serem grandes fazendo algo sutil e tocante, mesmo sem ter poderes, nem títulos para realizá-las? Isso, vocês que decidirão.
Dessa forma, deixo meus profundos agradecimentos por ter sido convidada a fazer o prefácio desta grande obra e agradeço também aos autores desta coletânea por contarem aos nossos leitores uma nova visão da nossa História, mantendo viva a memória e as vivências do nosso povo, através dos olhares plenos e vivos das mulheres do Império Brasileiro.


Luisa Soresini Ramalho Dilascio
Escritora e Graduanda em Letras (UFSJ)

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